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/ As pequenas empresas de alto crescimento

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Entre 2008 e 2011, dos 5,73 milhões de postos de trabalho assalariado criados por mais de 4 milhões de empresas registradas no Cadastro Central de Empresas, um lote de 0,8% delas, ou pouco mais de 30 mil, gerou 56% daquele total. Esse grupo é chamado de empresas de alto crescimento, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por sua capacidade de gerar empregos, pois aumentaram em 20% ao ano, pelo menos, o quadro de pessoal durante três anos. Na série de documentos Estatísticas de Empreendedorismo, o IBGE vem publicando estudos sobre elas, e o mais recente é de 2011.

Em 2011 havia 34.528 empresas de alto crescimento, que empregavam 5,038 milhões de assalariados, e pagaram, naquele ano, R$ 95,4 bilhões em salários e outras remunerações. Em relação a 2010, o número de empresas assim classificadas aumentou 3,6%, o pessoal empregado cresceu 0,8% e os pagamentos, 8,1%, em valores nominais.

Nota o IBGE que a proporção do pessoal por elas empregado em relação à mão de obra total no País caiu de maneira contínua depois da crise de 2008, o que autoriza dizer que a desaceleração da economia afetou mais sua capacidade de contratar mão de obra do que a de outras empresas.

Também se reduziu o ritmo de expansão de seu quadro de pessoal nos últimos anos. Em 2009, embora o PIB brasileiro encolhesse 0,3%, o pessoal empregado por elas cresceu 55,7% em relação ao ano anterior. Já em 2010, ano em que o PIB registrou um grande aumento, de 7,5%, o crescimento do pessoal nelas ocupado caiu para 37,1%. Em 2011, ano em que o PIB cresceu 2,7%, o ritmo de aumento do pessoal ocupado caiu ainda mais, para 29,1%.

A indústria de transformação responde pelo maior número de empregados pelas empresas de alto crescimento, com 21,6% do total em 2011; em seguida, o comércio, com 17,8%, e a construção, com 17,7%.

Em 2011, elas responderam por 13,4% do valor adicionado bruto gerado por todas as empresas brasileiras ativas com dez ou mais pessoas ocupadas. Em média, cada uma gerou R$ 6,6 milhões de valor adicionado bruto, quase o dobro do valor adicional médio gerado por uma empresa com dez ou mais empregados (R$ 3,4 milhões). Na construção, sua participação foi de 28,7% do total.

A receita líquida média das empresas de alto crescimento em 2011 foi de R$ 21,5 milhões, 89,8% maior do que a receita média das empresas com dez ou mais empregados.

O Estado de S.Paulo/Clipping Fenacon. Publicado em 22/11/2013