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/ Espaço no e-commerce para pequenos

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Encontrar um nicho de mercado, focar no atendimento mais atencioso e personalizado, dispor de infra-estrutura tecnológica amigável para o consumidor encontrar facilmente o que procura e trabalhar muito. São regras simples, mas se seguidas pelo pequeno empreendedor podem salvar seu negócio na internet e destacá-lo entre milhares de lojas de médio e grande porte.
O e-commerce brasileiro fechou o primeiro semestre com crescimento de 26% sobre o mesmo período do ano anterior e faturamento de R$ 16 bilhões. Segundo levantamento da E-bit, encerrará o ano com vendas acima de R$ 35 bilhões. É desse bolo que os pequenos varejistas desejam participar mais ativamente e obter bons resultados. É o que estão conseguindo um vendedor de esmaltes, um atacadista de roupas íntimas e fitness e uma empresária de artigos para organização da casa.
Os três têm vários pontos em comum. Relativamente novos na web, abandonaram o ponto físico para se dedicar ao virtual, têm como foco principal as mulheres, utilizam soluções de e-commerce para o seu tamanho de negócio e personalizam o atendimento aos consumidores espalhados pelo País.
A loja Mulheres e Segredos, por exemplo, começou, há dois anos, a vender esmaltes na internet porque as manicures das cidades do interior de São Paulo não encontravam muitas opções. Hoje, o site dispõe de dois mil tipos de produtos, um diferencial encontrado pelo empreendedor Orlando Silva, um dos sócios, para atingir seu público específico. Desde que adotou a D LojaVirtual, Silva consegue ótimos resultados. No início, atendia um ou dois pedidos por semana; hoje, chegam a 20 por dia. “Até encontrar a plataforma certa para instalar minha loja tive muitas dificuldades”, conta. O negócio se expandiu agregando cosméticos e produtos para cabelos e atende a 20 mil clientes do Acre ao Rio Grande do Sul – salões, manicures e consumidoras finais. Possui 30 fornecedores e seu faturamento estimado é de R$ 800 mil neste ano.
Atenção ao cliente
A D Loja Virtual, por sua vez, fornece tecnologia para micro e pequenos comerciantes, e possui 600 lojistas rodando na sua base. “O site entra no ar 24 horas depois do cadastramento dos produtos, e mesmo não entendendo nada de tecnologia o empreendedor consegue administrar o ponto facilmente porque detalhamos tudo em vídeos e documentação. Se tiverem dúvidas, a gente explica”, diz Márcio Eugenio, diretor da empresa. Ele próprio montou seu ponto comercial online sem conhecimento e sem dinheiro e levou três anos para ter resultados. Mas abandonou o negócio varejista para criar uma ferramenta voltada aos micro e pequenos comerciantes.
Eugenio enfatiza a importância do atendimento entre os pequenos comerciantes. “Ter o produto certo, a tecnologia adequada, prazo de entrega e meios de pagamentos são fundamentais, mas só se conquista o consumidor com uma atenção especial”, ensina. Silva, da Mulheres e Segredos segue o conselho: envia brindes ou dá descontos para aquelas que compram mais de uma vez dele e anexa uma carta, assinada do próprio punho, como agradecimento.
Kátia Rodrigues tem a mesma preocupação de fidelizar a clientela. Ela é dona da Arrumare, loja especializada em artigos para a organização da casa – 400 itens, como caixas, cabides, estojos, cestas, armários. A loja é um dos destaques entre os empreendedores instalados no market placeRakuten Shopping, divisão da gigante japonesa para o pequeno e-commerce e que só no Brasil conta com 960 lojistas e mais de 3 milhões de produtos. A Rakuten fez parceria com a Associação Comercial de São Paulo para incentivar seus associados a investirem com lojas próprias no e-commerce e, segundo a empresa, as consultorias que oferece fazem a diferença para o sucesso do pequeno negócio online.
Papéis perfumados
Quando fechou o ponto físico para vender apenas no e-commerce, em 2012, Kátia não conhecia nada do novo ramo. “Estudei, fiz treinamento, pesquisei esse novo jeito de vender e também tive a ajuda de um consultor sobre como fazer para colocar as fotos no site, trocar a vitrine, criar promoções”, diz. “Minhas vendas começaram devagar, mas, meses depois, levei um susto com o crescimento de 3.500%”. Ela investiu em marketing, contratou o serviço dos correios para entregas e uma transportadora, e não precisa se preocupar com o sistema de pagamentos porque a análise de risco está incluída no preço pago à Rakuten. A empresa cobra uma mensalidade de R$ 199 dos varejistas além de uma comissão sobre as vendas.
Na embalagem enviada à cliente, Kátia coloca papeis de seda coloridos e perfumados e uma carta escrita à mão agradecendo a compra. Com uma base de 9 mil consumidores ativos, a empresária vai ampliar sua atuação, adotando outra solução mais robusta (também da Rakuten) para ter sua marca também fora do market place e integrar seu sistema de gestão nos dois pontos online. “Terei dois canais de vendas com plataformas diferentes e integradas”.
A HoneyBe, por sua vez, atua como atacadista de moda íntima e fitness para revendas do Rio e São Paulo. Está na web há dois anos, mas a virada só aconteceu mesmo no primeiro semestre deste ano, depois da adoção da plataforma VTEX, que customizou o atacado online para o perfil desejado. “Metade da base de clientes da VTEX, com 500 lojas no ar, é do segmento de roupas e acessórios, um dos mais vigorosos da internet”, avalia o vice-presidente da HoneyBe, Alexandre Soncini.
Eliedson Jardim, diretor de operações da empresa, revela que de fevereiro a julho deste ano o número de pedidos feitos por pequenos lojistas e revendas subiu para 12 mil mensais. “Até o ano passado, eram 800 no máximo, mas a troca da tecnologia impulsionou as vendas e a taxa de conversão aumentou para quase 5%”, informa Jardim. Um recurso inserido no site da HoneyBe foi o SmartCheckOut, capaz de acelerar as vendas e facilitar a compra. A ferramenta permite finalizar uma operação sem a necessidade de senhas, apenas com e-mail, e ainda armazena o número do cartão de crédito para futuras aquisições. A quantidade de itens passou de 6 mil para 16 mil, com variação de cores e tamanhos, e a liberação das mercadorias acontece em até oito horas. “Antes isso demorava até três dias”, explica Jardim. Nas próximas semanas, a HoneyBe vai integrar sua loja ao Rakuten Shopping, como já fez a Arrumare.
Franquias também
Outra frente interessante para quem quer vender no mundo virtual mas não tem dinheiro para investir em soluções de e-commerce, estoques, logística de entrega, cobrança e marketing, é participar de um modelo de franquias. A Zets é uma dessas opções disponíveis para quem sabe vender mas não quer ter a responsabilidade de gerenciar uma loja ou arcar com seus custos.
A Zets fica responsável pela montagem do espaço online, toda a sua logística e por expor as mercadorias na internet (são 7 mil itens em diversas categorias – de artigos para bebês a eletrônicos). “O franqueado com perfil de vendedor é o que me interessa”, avisa Clement Aboulafia, um dos sócios da empresa online. A plataforma dispõe de 140 franqueados e o executivo espera ter 50% mais em 2015. “É uma fonte de renda para essas pessoas e risco zero”. O ganho do vendedor é um percentual sobre a sua venda feita dentro da Zets.
Fonte: Diário do Comércio.  Publicado em 03/09/2014